Fui apresentando curiosidades mas agora apresento o assunto bastante sério, pois aborda a saúde pública.
A diálise corresponde a um processo físico-químico de separação de substâncias (colóides e cristalóides) existentes na mesma solução. Estas substâncias apresentam inicialmente concentrações diferentes e após passarem numa membrana semipermeável igualam-se.
Esta técnica adquire importância no tratamento de insuficiência renal e crónica.

Hemodiálise:
Ocorre a filtração e depuração de substâncias que são indesejáveis para o bom funcionamento do nosso organismo (caso da creatinina e da ureia). O sangue é bombeado através de um filtro (dialisador), dividido em duas partes, separadas por uma membrana semi-permeável. Numa das partes circula o sangue, e na outra, em sentido contrário, um fluido controlado (o dialisato), composto por água (sem compostos inorgânicos ou orgânicos, susceptíveis de causarem problemas) e alguns solutos (Na, K, Bicarbonato, Ca, Mg, Cl...), em quantidades especificas para repor as concentrações devidas do sangue.
Diálise peritoneal:
É injectado um líquido, através de um cateter, para o interior do abdómen e o sangue é filtrado pelo peritoneu (membrana que reveste o abdómen e cobre os órgãos abdominais), libertando-se das substâncias tóxicas. O líquido permanece no interior do corpo o tempo necessário à filtração do sangue com excesso de escórias nitrogenadas de potássio e depois é drenado e substituído por outro. Este tipo de diálise é normalmente realizado em casa ou no trabalho.

Outra aplicação do processo de diálise é a criação de células de diálise para removerem ácidos que são constantemente libertados em processos de electrodeposição, na pintura de automóveis ou outras peças. O pH é assim mantido a valores desejados. Estas células funcionam de tal modo que as membranas são selectivas, apenas à passagem de ácido.
Caso do Hospital de Évora que ocorreu em 1993 e que conduziu à morte de 25 pessoas com problemas renais.
Durante o processo de hemodiálise deverá ser utilizada uma água extremamente pura, pois caso contrário todo este processo pode pôr em causa a própria sobrevivência dos pacientes, como aconteceu em 1993 no Hospital de Évora, onde 25 pessoas faleceram devido a uma elevada quantidade de alumínio na água.
Um dos processos mais utilizados para purificar a água que é utilizada na hemodiálise é a coagulação ou floculação, que consiste no seguinte:
1. Eleva-se o pH da água devido à adição de uma base ou de um sal básico.
2. Ajusta-se o pH, adicionando sulfato de alumínio que se dissolverá na água e precipitará na forma de hidróxido de alumínio, arrastando as impurezas para o fundo do recipiente.
Dissolução: Al2(SO4)3(s) → 2 Al3+(aq) + 2 SO43-(aq)
Precipitação: Al3+(aq) + 3 OH-(aq) → Al(OH)3(s)
Em suma:
Se for adicionado demasiado sulfato de alumínio, os iões Al3+ não reagirão todos com os iões HO- (uma vez que há iões alumínio em excesso). Nestas circunstâncias, os iões alumínio podem facilitar ser absorvidos para o sangue (durante o processo de trocas de substâncias), tornando-se letal para os doentes (caso do Hospital de Évora).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1lise_peritoneal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemodi%C3%A1lise
http://www.nefroclinica.med.br/home/hemodialise
http://pt.wikipedia.org/wiki/Purifica%C3%A7%C3%A3o_de_%C3%A1gua
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D149%26cn%3D1182
http://www.nephrocare.com/internet/fmc/NephroCMS.nsf/pt/treatment.htm
http://www.cenargen.embrapa.br/laboratorios/LIMPP/PDFsLIMPP/CursoCBAB/CarlosAndreRicart.pdf
http://www.dbdfiltros.com.br/ultrafiltracao_pintura.htm