sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Desejo a todos um bom Natal cheio de amor, felicidade, protecção e saúde no seio acolhedor do vosso lar. Em família ou entre amigos o importante é k o Natal se torne a época mais especial e mais transparente de tudo aquilo que cada um é verdadeiramente, de tudo o que está no coração de cada um de nós.


Um óptimo Natal e uma boa passagem de ano… Cuidado com o álcool e divirtam-se…


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Sistemas de diálise

Fui apresentando curiosidades mas agora apresento o assunto bastante sério, pois aborda a saúde pública.
A diálise corresponde a um processo físico-químico de separação de substâncias (colóides e cristalóides) existentes na mesma solução. Estas substâncias apresentam inicialmente concentrações diferentes e após passarem numa membrana semipermeável igualam-se.
Esta técnica adquire importância no tratamento de insuficiência renal e crónica.

Hemodiálise:
Ocorre a filtração e depuração de substâncias que são indesejáveis para o bom funcionamento do nosso organismo (caso da creatinina e da ureia). O sangue é bombeado através de um filtro (dialisador), dividido em duas partes, separadas por uma membrana semi-permeável. Numa das partes circula o sangue, e na outra, em sentido contrário, um fluido controlado (o dialisato), composto por água (sem compostos inorgânicos ou orgânicos, susceptíveis de causarem problemas) e alguns solutos (Na, K, Bicarbonato, Ca, Mg, Cl...), em quantidades especificas para repor as concentrações devidas do sangue.

Diálise peritoneal:
É injectado um líquido, através de um cateter, para o interior do abdómen e o sangue é filtrado pelo peritoneu (membrana que reveste o abdómen e cobre os órgãos abdominais), libertando-se das substâncias tóxicas. O líquido permanece no interior do corpo o tempo necessário à filtração do sangue com excesso de escórias nitrogenadas de potássio e depois é drenado e substituído por outro. Este tipo de diálise é normalmente realizado em casa ou no trabalho.

Outra aplicação do processo de diálise é a criação de células de diálise para removerem ácidos que são constantemente libertados em processos de electrodeposição, na pintura de automóveis ou outras peças. O pH é assim mantido a valores desejados. Estas células funcionam de tal modo que as membranas são selectivas, apenas à passagem de ácido.

Caso do Hospital de Évora que ocorreu em 1993 e que conduziu à morte de 25 pessoas com problemas renais.
Durante o processo de hemodiálise deverá ser utilizada uma água extremamente pura, pois caso contrário todo este processo pode pôr em causa a própria sobrevivência dos pacientes, como aconteceu em 1993 no Hospital de Évora, onde 25 pessoas faleceram devido a uma elevada quantidade de alumínio na água.
Um dos processos mais utilizados para purificar a água que é utilizada na hemodiálise é a coagulação ou floculação, que consiste no seguinte:
1. Eleva-se o pH da água devido à adição de uma base ou de um sal básico.
2. Ajusta-se o pH, adicionando sulfato de alumínio que se dissolverá na água e precipitará na forma de hidróxido de alumínio, arrastando as impurezas para o fundo do recipiente.
Dissolução: Al2(SO4)3(s) → 2 Al3+(aq) + 2 SO43-(aq)
Precipitação: Al3+(aq) + 3 OH-(aq) → Al(OH)3(s)


Em suma:
Se for adicionado demasiado sulfato de alumínio, os iões Al3+ não reagirão todos com os iões HO- (uma vez que há iões alumínio em excesso). Nestas circunstâncias, os iões alumínio podem facilitar ser absorvidos para o sangue (durante o processo de trocas de substâncias), tornando-se letal para os doentes (caso do Hospital de Évora).


http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1lise_peritoneal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemodi%C3%A1lise
http://www.nefroclinica.med.br/home/hemodialise
http://pt.wikipedia.org/wiki/Purifica%C3%A7%C3%A3o_de_%C3%A1gua
http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D149%26cn%3D1182
http://www.nephrocare.com/internet/fmc/NephroCMS.nsf/pt/treatment.htm
http://www.cenargen.embrapa.br/laboratorios/LIMPP/PDFsLIMPP/CursoCBAB/CarlosAndreRicart.pdf
http://www.dbdfiltros.com.br/ultrafiltracao_pintura.htm

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Células utilizadas em pacemakers cardíacos

Quando pretendemos abordar um assunto devemos começar por esclarecer conceitos básicos. Neste caso das células utilizadas em pacemakers cardíacos, vou começar por esclarecer o que são pacemakers, seguido do seu funcionamentos.
Como é do conhecimento de todos (ou deveria ser), aquando de uma anomalia do sistema de condução eléctrica no coração (ritmos cardíacos lentos (bradicardia), ou ritmos rápidos provenientes das câmaras superiores do coração (aurículas)), é aconselhável usar um pacemaker. Estes são pequenos dispositivos, fechados e construídos por metal e plástico, constituído por uma bateria e diversos circuitos electrónicos, ligados ao coração por eléctrodos (fios metálicos).

Células utilizadas: Pilhas de Mercúrio
Estas células são de dimensões reduzidas são muito utilizadas na indústria eléctrica, uma vez que apresentam uma f.e.m. estável (cerca de 1.35V) durante longos períodos de tempo, face a uma concentração de electrólitos mantida aproximadamente constante. Face a estas características, e também ao facto de ser tolerável pelo corpo humano, são utilizadas por exemplo nos pacemakers, assim como a platina.
Em contacto com o óxido de mercúrio, HgO, ocorrem as seguintes reacções:
(O ânodo é constituído por zinco)
Ânodo: Zn (s) + 2 OH-(aq) --> ZnO(s) + H2O(l) + 2 e-

(O cátodo é constituído por aço)

Cátodo: HgO (s) + H2O(l) + 2 e- --> Hg (l) + 2 OH-(aq)

Os pacemakers podem ser de uma única câmara (um eléctrodo), bicamarários (dois eléctrodos) ou tricamarários (três eléctrodos), o qual vai ser escolhido tendo em atenção o mais apropriado ao seu problema. Estes eléctrodos são introduzidos por um pequeno vaso sanguíneo ate ao coração, já a caixa do pacemaker é normalmente colocada debaixo da pele na parte superior do tórax, abaixo da clavícula.

Em condições normais, o sistema de condução eléctrico funciona do modo que se pode observar na imagem.



http://portugal.arrhythmia-europe.eu/docs/Pacemaker%20%20Booklet%20-%20Portguguese.pdf5.12.07wjh.pdf
http://ccmm.fc.ul.pt/vnunes/ensino/cel_galvanicas.pdf